quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

- Desgraça amorosa -

Quando, na tua ingenuidade
a mim teu peito encostas,
pergunto-me se é da idade
ou se é de mim que gostas.

Interrogação que dura pouco,
pois com a mesma graça
te pões ao colo de outro
e este aqui te abraça.

Quem tão à vontade assim
dispensa beijos e atenção,
não repara só em mim
(e só noutro também não).

(...)

Que bom viver o teu,
pois não sabes o sabor
(tão bem o conheço eu!)
das desgraças do amor...

(...)

Nunca beijas com amor,
somente amizade dedicada;
não idealizas com calor,
jamais foste apaixonada!

Agénio Inepto
(algures na adolescência latente)

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