- Fugacidade do prazer -
Não!
Não quero os teus beijos, carícias,
só a tua atenção.
Não quero os teus abraços, delícias,
só o teu coração.
Não!
Não ouso tocar-te, sentir-te,
é prazer vago, fugaz.
Prefiro olhar-te, ouvir-te,
hora doce que me satisfaz!
Não!
Não sou egoísta ou insensível,
apenas sou vulnerável
à suavidade do prazer invisível!
Agénio Inepto
(algures, na adolescência latente)
