- Ingenuidade -
No teu olhar de felicidade,
onde a alegria tem seu lar,
vejo às vezes reflectida,
fugaz mas bem sentida,
uma espécie de ansiedade,
uma procura, um desejo, um esperar...
Nesse momento mágico, irreal,
súbito não és mais vulgar...
aureola-te uma luz de eternidade,
de mistério, lucidez, ingenuidade...
adivinha-se em ti um ideal
que não ouso descortinar...
E descubro-me, nessa hora fugidia,
a imaginar-te um outro universo;
um oásis no deserto da existência,
sem ódios e amores; só inocência!
É quando o teu olhar me irradia
a beleza desconhecida do teu inverso...
Agénio Inepto
(algures na adolescência latente)
No teu olhar de felicidade,
onde a alegria tem seu lar,
vejo às vezes reflectida,
fugaz mas bem sentida,
uma espécie de ansiedade,
uma procura, um desejo, um esperar...
Nesse momento mágico, irreal,
súbito não és mais vulgar...
aureola-te uma luz de eternidade,
de mistério, lucidez, ingenuidade...
adivinha-se em ti um ideal
que não ouso descortinar...
E descubro-me, nessa hora fugidia,
a imaginar-te um outro universo;
um oásis no deserto da existência,
sem ódios e amores; só inocência!
É quando o teu olhar me irradia
a beleza desconhecida do teu inverso...
Agénio Inepto
(algures na adolescência latente)

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